Conhecer os tipos de extintores é um pré-requisito que todo técnico de segurança do trabalho deve ter, assegurando que o ambiente laboral tenha os riscos de incêndio minimizados e, na pior das hipóteses, mantendo o controle da situação de risco reduzindo consequências e prejuízos.

Afinal, os incêndios estão entre os maiores desastres causadores de acidentes, já que têm um poder de destruição tão grave quanto a toxicidade gerada pela fumaça, sendo essa a principal causa de mortes em eventos desastrosos.

Por isso, neste conteúdo, mostraremos os principais tipos de extintores e para qual categoria de incêndio são indicados. Quer saber mais sobre o assunto? Então, não deixe de conferir a leitura do artigo!

O que é um extintor de incêndio?

Segundo a NBR 12693 relacionada aos sistemas de proteção por extintores de incêndio, considera-se extintor todo aparelho manual, sobre rodas ou portátil que tem a finalidade de ser utilizado no combate aos princípios e focos de fogo e que contenha determinados agentes capazes de extinguir certos tipos de incêndios.

Os extintores são constituídos por um recipiente metálico — que pode ser de cobre, aço ou material equivalente — e seus acessórios, cujo interior armazena o agente extintor, expelido pelo propelente e guiado até o foco do fogo.

Ainda, conforme estabelece a norma regulamentadora, os projetos de combate a incêndios precisam levar em consideração alguns requisitos, como:

a natureza ou origem do fogo;

a classe do incêndio e a área de risco a ser protegida;

o tipo do extintor ou agente a ser usado para combater as chamas;

a distância que o indivíduo que operará o extintor deve percorrer para levá-lo até o local do princípio das chamas;

a capacidade de eliminação de incêndio do aparelho extintor.

Quais medidas devem ser tomadas para a instalação adequada de extintores de incêndio?

O primeiro aspecto a ser considerado é a área em que os aparelhos devem ser implementados. Os locais precisam ser de fácil acesso e, em hipótese alguma, serem bloqueados pelo fogo. É obrigatório que estejam devidamente sinalizados de modo que facilite ao máximo a identificação pelo usuário.

Além disso, necessitam permanecer em ambientes que não sejam expostos a ações de intempéries como vento, chuva, sol etc. Da mesma forma, devem ser facilmente removidos sem que qualquer estrutura feita para proteção cause dificuldades, como suportes ou abrigos.

Destaca-se, ainda, que os tipos de extintores devem ser corretamente identificados quanto ao uso e sua utilização apropriada. Recomenda-se, na maioria dos casos, que cada extintor permaneça instalado o mais próximo possível dos materiais aos quais são capazes de combater o fogo.

Quais são as classes de incêndio?

Os materiais combustíveis têm diferentes características e, portanto, entram em combustão de maneiras distintas. Existem até cinco tipos de classes de incêndios que dependem diretamente do material gerador do fogo.

Em situações de risco, o mais importante é saber identificar as diferentes categorias de incêndio a partir dos motivos que levam à ignição das chamas.

Classe A

É quando o fogo é identificado em materiais sólidos comuns como papel, madeira, borracha e tecido, que queimam em profundidade e extensão e geram resíduos como brasas e cinzas. Em geral, a forma mais utilizada para extinguir as chamas nesse tipo de incêndio é o resfriamento por água.

Classe B

São os incêndios que ocorrem quando há queima de líquidos inflamáveis, gases, combustíveis, graxas, tintas e álcoois em geral, que também queimam em extensão na sua superfície, mas não deixam resíduos. Os modos mais tradicionais para extinguir as chamas são por meio do abafamento, resfriamento e quebra da reação em cadeia.

Classe C

É a classificação de incêndio em equipamentos elétricos energizados, como quadros de força, transformadores, máquinas elétricas, computadores ou outros materiais que utilizam eletricidade. As chamas são extinguidas por meio de um agente extintor que não conduz corrente.

É importante lembrar ainda que quando eliminado o risco de choques elétricos grande parte dos incêndios de classe C passam a ser classificados como um incêndio de classe A.

Classe D

Quando as chamas são causadas por metais pirofóricos, que inflamam facilmente quando divididos, fundidos ou laminados, o fogo é classificado como classe D. É possível destacar alguns dos metais responsáveis por esse tipo de ignição, como:

titânio;

selênio;

lítio;

antimônio;

alumínio fragmentado;

sódio;

zinco;

zircônio;

urânio.

O comportamento dessa categoria é diferente das demais classes de fogo. Os materiais que entram em combustão provocam uma espécie de reação em cadeia, que dificulta a extinção por métodos convencionais.

Outra característica marcante dessa modalidade é a queima em altas temperaturas. Para controlá-lo e extingui-lo é necessário o uso de pós especiais, capazes de causar abafamento pela separação do incêndio do ar atmosférico.

Classe K

Apesar de serem de uma categorização mais recente, requerem a mesma atenção. Os incêndios de classe K são comumente ocorridos em cozinhas industriais e comerciais, pois são gerados pela mistura do fogo em óleos e gorduras. Por serem um dos tipos mais resistentes de fogos já protocolados, são causas de danos materiais e vítimas fatais.

Os tipos de extintores capazes de controlar incêndios de classe K o fazem rapidamente, já que formam uma camada protetora sobre a superfície das chamas, além de causarem o efeito de resfriamento por conta do vapor de água e da inertização gerada pela formação da névoa, interrompendo a reação química de combustão.

Quais são os tipos de extintores mais comuns?

As instruções normativas indicam que os extintores são certificados de acordo com a sua capacidade extintora, e devem atender a condições mínimas para que constituam uma unidade de extinção.

Os rótulos dos produtos contêm todas as informações sobre o equipamento e, de vital importância, sobre o tipo de incêndio que foram projetados para combater, por meio de ícones que distinguem uns dos outros. Essas considerações são úteis em casos que o operador não sabe usar o artefato.

Veja a seguir os tipos de extintores mais comuns.

Extintores de espuma mecânica

São extintores indicados para incêndios de classificação A, mas também são eficientes para a classe B. Sua utilização é proibida para incêndios tipo C devido aos componentes elétricos. A extinção das chamas ocorre por meio de resfriamento e abafamento.

Basicamente, a espuma age formando uma espécie de filme aquoso sobre a superfície da substância combustível, dificultando e impedindo a reignição do foco da chama.

Extintores de água

Recomenda-se o uso de extintores de água para incêndios de classe A, extinguindo as chamas por meio do resfriamento, capazes de agir em materiais como papel, plásticos, fibras orgânicas, borracha, tecidos e madeira.

Seu uso é proibido para incêndios de classificação B e C devido ao risco de espalhamento do líquido inflamável em incêndios do tipo B e a ameaça de choque no tipo C.

Extintores PQS

Também conhecidos pelo termo “extintores de pó químico seco”, são equipamentos usados para combater incêndios de gases, líquidos inflamáveis e sólidos que se liquefazem para entrar em combustão, como parafina, GLP e gasolina, entre outros.

Seu agente combatente de chamas ocorre por meio de reações químicas, interrompendo a reação do triângulo do fogo: o calor, o combustível e o comburente.

Um tipo de extintor de incêndio muito usado atualmente é o produto químico seco multifuncional (ABC), efetivo contra os incêndios de classificação A, B e C. Esse agente atua criando uma barreira entre o elemento combustível e o elemento de oxigênio.

Extintores de CO2 (dióxido de carbono)

São os tipos de extintores indicados para combater incêndios de classificação C. Seu agente combatente ocorre por resfriamento e abafamento, agindo contra o fogo oriundo de equipamentos elétricos energizados, como cabos, motores e geradores. A técnica de combate retira o oxigênio do triângulo do fogo e combate o calor a partir de uma descarga fria.

O fato de também causarem resfriamento e abafamento em ação secundária permite que sejam utilizados em incêndios de classe B, mas são ineficientes no tipo A. Vale destacar que os gases liberados são asfixiantes e, por isso, deve-se evitar a utilização em ambientes reclusos.

Carga de halogenados (halon)

Esses tipos de equipamentos destinam-se à interrupção da reação química do triângulo do fogo, usados principalmente para combater incêndios do tipo B e C. Além disso, alguns extintores com cargas halogenadas maiores podem extinguir incêndios das classes A, B e C conjuntamente.

Como você pôde conferir, existem diversos tipos de extintores que, conjuntamente, são capazes de combater os mais variados agentes causadores de incêndios. Sua instalação é obrigatória em empresas de todos os segmentos comerciais.

Em quais momentos deve-se utilizar o extintor de incêndio?

Antes de utilizar os equipamentos de extinção é importante conhecer um pouco sobre os diferentes tipos de produtos. Além disso, é necessário estar preparado para operá-los de maneira adequada.

Os extintores de incêndio geralmente são pesados, portanto, praticar situações com um equipamento real pode ser interessante, para se ter ideia do peso e da sensação. Além do mais, ler as instruções antes que ocorra algum incidente e ter noções sobre o uso facilitará na hora da ação.

Quando ocorre uma situação de emergência, é importante tentar identificar primeiro a origem do fogo. Assim, é possível concluir qual tipo de extintor usar diante da classe de combustão. Em princípios de incêndio muito pequenos das classes A e B pode-se usar a técnica de abafamento, utilizando um cobertor grosso ou pano úmido. Não se recomenda essa técnica em outras classes de fogo devido ao rápido espalhamento.

Vale lembrar que os extintores são usados apenas para combater princípios de combustões. Caso existam vários equipamentos disponíveis é possível utilizá-los em conjunto, potencializando a ação. Quando o incêndio se espalha muito além do ponto de origem é altamente recomendável acionar o corpo de bombeiros e solicitar ajuda.

É importante mencionar, ainda, que as organizações têm a obrigação de não apenas disponibilizar esses aparelhos estrategicamente em suas instalações, mas também fornecer treinamento e preparo aos seus funcionários, para que todos sejam capazes de operar os equipamentos no caso de um incêndio.

Você ainda tem algum questionamento sobre a importância de conhecer os variados tipos de extintores de incêndio? A gente ajuda! Entre em contato conosco para conhecer a nossa linha de equipamentos de proteção individual e tire todas as suas dúvidas!

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