A dinâmica no mercado de trabalho vem sofrendo profundas alterações nos últimos anos. Entre elas, a valorização do ser humano tem obtido destaque nas empresas que buscam a excelência e aumento da competitividade frente à concorrência.

Para segurar os talentos e ainda oferecer uma condição digna no ambiente organizacional, a segurança é um ponto crucial que contribui não só com a redução no número de acidentes como também com a qualidade de vida dos colaboradores.

Dentro dessa premissa, o trabalho em espaço confinado deve receber uma atenção extra nas indústrias. Isso porque trata-se de um local com vários riscos que podem comprometer a saúde do trabalhador. 

E você, sabe como adotar procedimentos adequados para evitar problemas nesses locais que já despertam apreensão só de falar na palavra “confinado”? Então venha com a gente e adote medidas eficazes para manter os acidentes afastados da sua empresa! 

O que são os espaços confinados?

A Norma Regulamentadora 33 (NR-33) estabelece como espaço confinado os locais que não foram projetados para a ocupação humana contínua. São ambientes com meios limitados de entrada e saída, pouca ventilação, com muito ou pouco oxigênio, ou seja, os riscos de acidentes aumentam consideravelmente. 

Trata-se de uma realidade para quem atua dentro de tanques, tubulações, galerias de rede de esgoto subterrâneas, silos, moegas, poços, cisternas, elevadores, reatores, chaminés, entre outros exemplos.  

Afinal, mesmo utilizando os equipamentos de proteção individual (EPIs), os colaboradores podem sofrer uma determinada lesão ou até mesmo morrer em razão de um choque elétrico, soterramento ou sufocamento. Mas, para você entender melhor sobre os riscos da atividade, vamos ao próximo tópico.

Quais são os riscos do trabalho em espaço confinado?

Como o trabalhador fica sob condições extremas, inúmeros tipos de acidentes podem acontecer, como esgotamento físico e mental, perda de oxigênio, soterramento, choques elétricos, quedas, queimaduras, intoxicações por substâncias químicas, entre outros. 

Como a redução nos acidentes de trabalho é uma forma de as empresas melhorarem o clima no dia a dia, além de ser um indicador para a conquista de credibilidade junto ao mercado consumidor, os empresários precisam investir na prevenção e treinamento constante dos colaboradores, além de oferecer os equipamentos adequados para cada função. Afinal, além dos danos à saúde do trabalhador, um acidente pode comprometer toda a estrutura de um projeto.

Os problemas podem vir ainda na forma de ruídos, calor ou umidade, presença de insetos, morcegos, ratos e vetores de várias enfermidades, sem falar nas doenças laborais que podem surgir por conta das posições desconfortáveis ou esforços excessivos exigidos nos espaços confinados. 

Assim, caso não respeite as orientações do Ministério do Trabalho, o empresário poderá arcar com embargos de obras, processos trabalhistas com altas indenizações, insatisfação por parte dos clientes, ou seja, compromete a estrutura da empresa, independentemente do ramo de atuação. 

Por isso, os investimentos em segurança do trabalho devem ser uma prioridade em sua companhia, sempre valorizando as orientações do técnico da área. 

Como o técnico em segurança do trabalho pode ajudar?  

Sabendo-se que os riscos de acidentes são iminentes no trabalho em espaço confinado, nada melhor do que garantir que as atividades aconteçam sem danos ao colaborador ou à saúde financeira da empresa.

Por isso, a responsabilidade deve englobar tanto o empregador quanto o empregado. Ao empresário, cabe a contratação de um técnico competente de segurança do trabalho ou a terceirização do serviço. Esse profissional terá a responsabilidade de identificar os espaços confinados existentes na empresa e os riscos específicos. Além disso, será necessária a implementação da gestão em segurança e saúde do trabalho, técnicas de prevenção, emergência e salvamento. 

Assim, a capacitação profissional é primordial para manter os trabalhadores sempre conscientes do que é preciso ser feito para evitar os tão temidos acidentes. Segundo a NR-33, o técnico de segurança do trabalho deverá ainda: 

  • garantir que o acesso ao espaço confinado só ocorra após a emissão de uma permissão de entrada e trabalho;
  • acompanhar e implementar as medidas de segurança e saúde dos trabalhadores, promovendo os meios e condições para que as atividades de risco estejam em conformidade com a Norma Regulamentadora; 
  • interromper todo e qualquer tipo de trabalho caso haja suspeita de condição de risco grave ou iminente, estabelecendo o abandono do local até que o problema seja sanado; 
  • garantir a devida conscientização dos colaboradores por meio de informações atualizadas. 

Como as boas práticas são uma via de mão dupla, caberá ao trabalhador: 

  • colaborar com a empresa no cumprimento da Norma Regulamentadora 33; 
  • utilizar adequadamente os equipamentos de proteção individual (EPIs); 
  • comunicar ao vigia ou supervisor de entrada as situações de risco para a sua segurança e saúde ou de terceiros envolvidos em determinada atividade; 
  • cumprir os procedimentos e orientações, principalmente após a conclusão de treinamentos específicos ao trabalho em espaço confinado.  

Que medidas são eficazes na prevenção de acidentes? 

Como diz o ditado popular, a prevenção é o melhor remédio. E vale também para a realidade de indústrias. 

No caso do assunto abordado, o técnico em segurança do trabalho deverá identificar, isolar e sinalizar os locais para evitar a entrada de pessoas não autorizadas. 

Outra medida eficaz é a antecipação e o reconhecimento dos riscos. Afinal, você só vence o seu inimigo se conhecê-lo. Incentive e fiscalize os testes dos equipamentos antes de cada procedimento. Monitore constantemente as condições atmosféricas, além de colocar em prática medidas administrativas que assegurem a segurança do trabalhador. 

Entre elas, podemos citar a existência de um sistema de controle para monitorar a entrada e saída dos colaboradores e suas devidas condições de acordo com a NR-33. E também a implementação do Programa de Proteção Respiratória, sempre em acordo com a análise de risco. 

Por que investir em segurança do trabalho? 

Ao seguir corretamente as regras impostas pela NR-33, os empresários evitarão os acidentes e ainda estarão sintonizados com a qualidade de vida dos seus colaboradores. E, ao se sentirem valorizados, os funcionários certamente produzirão com mais motivação e consciência, otimizando o tempo e ainda sendo grandes aliados na prevenção dos acidentes. 

Dessa maneira, o trabalho em espaço confinado, apesar de todos os riscos existentes, poderá ser realizado com a certeza de que todos estão fazendo o melhor para evitar que notícias ruins afetem a produtividade em sua empresa.  

Falando nisso, para avaliar os riscos, o técnico deve sempre elaborar um relatório de inspeção. Você sabe como fazer um impecável? Leia em outro artigo do nosso blog! 

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