Pode parecer exagero, mas os profissionais da saúde estão expostos a riscos físicos constantemente em ambientes hospitalares. Essas ameaças podem variar por muitos fatores, podendo ser classificados de diversas maneiras, como por exemplo: os riscos biológicos e químicos, fazendo da segurança no ambiente hospitalar uma tarefa um pouco mais complexa.

Tais perigos do ambiente hospitalar são ocasionados por diversos agentes presentes no cotidiano de um profissional da saúde, como radiações ionizantes, pressões anormais, etc. E é por isso que, para atuar de forma segura nas unidades, é imprescindível adotar uma série de práticas de segurança no ambiente hospitalar.

No artigo de hoje, ensinaremos você a identificar as ameaças que existem dentro de uma instituição médica e como classificá-las. Além disso, vamos falar sobre as 4 melhores práticas de segurança no ambiente hospitalar. Continue acompanhando!

Quais são as atividades de risco em unidades médicas?

De acordo com a NR 32, as atuações de risco são caracterizadas como afazeres profissionais capazes de proporcionar dano, doença ou morte aos indivíduos. Dessa maneira, é imprescindível conhecer as melhores práticas de segurança no ambiente hospitalar, uma vez que os trabalhadores da saúde atuam sob condições de risco para a saúde.

Confira a lista com os principais perigos laborais:

Risco ambiental

Os riscos ambientais são caracterizados por agentes físicos, químicos e biológicos que fazem parte do cotidiano de trabalho. Os agentes ambientais são muito estudados no segmento de segurança e saúde, sobretudo ao implementar programas como: Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional, Programa de Gerenciamento de Riscos etc.

Risco à saúde

Já os riscos à saúde são caracterizados como situações em que o profissional está exposto a condições e substâncias prejudiciais ao organismo.

O ambiente hospitalar possui altas taxas de probabilidade de contaminações e danos, devido às bactérias presentes nessa área de trabalho. Em alguns casos, os impactos negativos causados para a saúde do trabalhador são irreversíveis, por isso são indispensáveis as práticas de segurança.

Como estamos falando de um local de alta vulnerabilidade, é fundamental efetuar uma Gestão de Riscos em Saúde no ambiente hospitalar. Uma gestão eficiente deve ser elaborada por um especialista em processos preventivos, que é capacitado para colocar em prática os padrões e normas estabelecidos pelo Ministério da Saúde e Vigilância Sanitária.

Ruídos

Os efeitos negativos causados pelos ruídos podem ser extremamente nocivos para os pacientes e funcionários do ramo hospitalar. Em algumas situações, os ruídos também podem prejudicar a estrutura física da unidade médica, podendo afetar até mesmo o funcionamento dos equipamentos.

Um exemplo comum no cotidiano dos trabalhadores são os ruídos e as vibrações, que podem causar problemas mais graves. O Anexo 8 da NR-15 da Portaria 3.214/78 diz que todas as tarefas que exponham os profissionais a ruídos altos sem proteção são consideradas insalubres.

Quais são as melhores práticas de segurança?

Confira a seguir uma lista com as 4 melhores práticas de segurança no ambiente hospitalar para garantir a proteção dos profissionais da saúde::

1. Usar EPIs específicos

A utilização de equipamentos de proteção individual (EPI) específicos é umas das principais ações para garantir a segurança no ambiente hospitalar. O EPI tem como objetivo reduzir as exposições aos riscos presentes no cotidiano dos profissionais da saúde e, consequentemente, minimizar a probabilidade de acidentes no local de trabalho.

Vale ressaltar que os equipamentos de proteção individual são itens obrigatórios para todas as unidades médicas. Os principais são: luvas de procedimento, luvas grossas, jalecos, óculos de proteção e máscaras descartáveis.

Ou seja, todo tipo de equipamento que forneça proteção para os procedimentos padrões dos profissionais da saúde.

2. Seguir as Normas de Segurança

Outra prática fundamental para garantir a segurança no ambiente hospitalar está no seguimento das normas de segurança. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) é responsável por elaborar as normas regulamentadoras que regem as práticas de segurança nos hospitais.

Entre as diversas regras de segurança, a principal é a Norma Regulamentadora 32. Ela é responsável por estabelecer as diretrizes básicas para a implementação de medidas de proteção e saúde dos profissionais da área da saúde.

A norma também identifica os tipos de riscos presentes no ambiente hospitalar, além de estabelecer como devem ser executadas a fiscalização do local de trabalho e a condição dos trabalhadores.

3. Destinar corretamente os resíduos

Algumas pessoas acreditam que a melhor maneira de eliminar o lixo hospitalar é por meio da incineração. No entanto, o método mais indicado é a esterilização, mas com o seu alto custo, a esterilização ainda é pouco utilizada no Brasil.

Outra alternativa considerada igualmente válida é a destinação do lixo hospitalar em valas sépticas. Vale ressaltar que a separação exata das impurezas é fundamental para destinar de forma correta os resíduos hospitalares de risco.

A ANVISA desenvolveu o Plano de Gerenciamento de Resíduos do Serviço de Saúde (PGRSS), um documento responsável por definir o manejo de resíduos nos hospitais. O documento em questão possui todos os aspectos relacionados à geração, segregação, condicionamento, coleta, armazenamento, transporte, tratamento e o destino final.

4. Oferecer treinamento para os funcionários

Por último, mas não menos importante, está o treinamento para os funcionários do ambiente hospitalar, no qual todos os riscos presentes são evidenciados aos trabalhadores recém-contratados.

Não importa o tamanho da unidade médica, o treinamento é um item fundamental para garantir a segurança dos pacientes e funcionários. Também é importante instruir toda a equipe sobre a utilização dos equipamentos individuais de proteção e a destinação dos resíduos hospitalares.

Vale ressaltar que esse treinamento não deve ser feito apenas no momento da contratação, mas sim de forma periódica e sempre que surgir mudanças ou riscos novos no ambiente. Desse modo, é possível garantir a segurança de todos os funcionários e pacientes do ambiente médico.

Como vimos, o espaço hospitalar possui diversos riscos para a saúde dos pacientes e funcionários. Mas a boa notícia é que, com a ajuda das 4 melhores práticas de segurança no ambiente hospitalar, é possível reduzir os agentes de riscos e diminuir a probabilidade de acidentes no local de trabalho.

Para continuar aprendendo sobre as práticas de segurança, não deixe de conferir nosso artigo sobre como lidar com os riscos químicos no ambiente de trabalho.

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