Infelizmente, o cotidiano operacional de empresas como indústrias, fábricas, estoques e todo o tipo de negócio que lida diariamente com trabalhos manuais não está isento de situações de risco, já que seus colaboradores estão expostos aos mais variados perigos que a atividade profissional oferece.

Neste artigo, mostraremos os principais riscos ocupacionais decorrentes de atividades do trabalho e, também, algumas das melhores práticas para preveni-los. Continue a leitura e confira!

O que são riscos ocupacionais?

A probabilidade, por menor que seja, de o trabalhador sofrer algum tipo de dano relacionado às suas atividades laborais, é denominada como risco ocupacional. Em outras palavras, são as doenças e acidentes em potencial aos quais estão expostos os colaboradores no exercício da profissão, ou por causa da atividade da ocupação profissional.

Em geral, os riscos ocupacionais estão relacionados ao ambiente laboral no qual o trabalhador está sujeito. Entre tantos outros fatores que colocam a integridade física — e a própria vida dos funcionários em risco — os principais são:

  • vibrações;

  • gases;

  • vapores;

  • fumaças tóxicas;

  • ruídos;

  • iluminação inadequada.

Vale ressaltar, ainda, que o nível e o tipo do risco ocupacional varia de acordo com a atividade exercida pela empresa e a ocupação do trabalhador, já que a exposição do profissional ao risco depende do processo de produção.

Por exemplo, em empresas que usam máquinas e equipamentos em parte do processo produtivo, os perigos mais comuns, de uma forma geral, estão ligados ao manuseio dessas ferramentas. Confira agora os principais riscos ocupacionais.

Quais os riscos ocupacionais mais comuns?

1. Riscos físicos

Riscos físicos são aqueles que incluem situações associadas a fatores como frio, calor, radiações ionizantes ou não ionizantes, ruídos, vibrações, pressões anormais e até mesmo umidade. Para cada um desses tipos de ameaças, existe uma limitação máxima permitida e medidas preventivas que precisam ser adotadas.

Para os colaboradores que sofrem exposição constante a esses ruídos, por exemplo, é preciso avaliar a intensidade do som (medida em decibéis) e o tempo ao qual ele está exposto. Esse conjunto servirá para determinar o tipo de equipamento de proteção individual (EPI) que ele deverá adotar a fim de minimizar potenciais problemas em sua saúde auditiva.

Enquanto no caso das radiações não ionizantes (laser, micro-ondas, ultravioleta etc.), ou vibrações, é obrigatória a utilização de EPIs para qualquer índice de exposição.

2. Riscos químicos

Representados por gases, poeira, vapores e todo tipo de substância exalada no ar, os riscos químicos são altamente prejudiciais à saúde dos trabalhadores, podendo causar graves doenças respiratórias. Nesse caso, é o nível de toxicidade do agente químico que determina o período máximo que o colaborador pode ter contato com o mesmo.

Por exemplo, alguns produtos químicos podem ser manuseados por poucos minutos, outros precisam de cuidados especiais, como medidas protetivas em caso de misturas tóxicas ou inflamáveis e até mesmo a neutralização dos agentes.

Os trabalhadores expostos a esse tipo de risco ocupacional devem utilizar equipamentos de proteção individuais focados na contenção de gases, como máscaras faciais e respiradores, além de usar capelas de fluxo laminar, entre outras recomendações.

3. Riscos biológicos

Esse é o risco ocupacional que envolve um vasto grupo de micro-organismos vivos prejudiciais, sendo os principais:

  • vírus;

  • fungos;

  • bactérias.

As medidas de prevenção, EPIs e tempo de exposição variam de acordo com o índice de patogenicidade ao qual o trabalhador está exposto em sua atividade laboral. Lembrando que, nesse contexto, a empresa também deve implementar medidas de segurança coletiva.

Os equipamentos de proteção individual são utilizados a fim de evitar a contaminação do colaborador ou a proliferação dos agentes nocivos ao ambiente.

As atividades que envolvem o grau máximo de insalubridade são aquelas que lidam com o contato com objetos não esterilizados, pacientes em isolamento ou exposição a rejeitos orgânicos sem EPIs adequados.

4. Riscos ergonômicos

Classificamos como risco ocupacional ergonômico todo tipo de situação em que há estresse físico, jornadas prolongadas, trabalhos em turnos e exigência de postura inadequada, entre outras situações que exigem esforço físico demasiado.

Podemos mensurar a insalubridade por meio de um laudo ergonômico, documento que avalia as medidas de conforto e bem-estar propostas aos colaboradores que executam suas atividades de trabalho. Ressaltando que as vantagens da ergonomia devem ser consideradas no ato da proposição de medidas corretivas.

5. Riscos de acidentes

Por fim, os riscos ocupacionais mais amplos são os acidentes. Entre muitas outras situações perigosas, são classificadas as que podem resultar em acidentes, como:

  • rampas temporárias;

  • iluminação inadequada;

  • fios desencapados;

  • ferramentas descalibradas;

  • manuseio de máquinas pesadas;

  • trabalho em altura.

O fato é que, em todos os casos, deve-se implementar medidas preventivas e corretivas, além de proporcionar treinamento adequado aos trabalhadores da empresa. Falaremos mais sobre essas medidas posteriormente.

Como evitar riscos ocupacionais no ambiente de trabalho?

Reforce a importância do uso de equipamentos de proteção individual

Como já mencionamos, por mais simples que seja a atividade profissional, ela sempre pode oferecer determinados riscos à saúde dos colaboradores de uma empresa.

Dado esse contexto, os EPIs são ferramentas indispensáveis em uma estratégia de prevenção de acidentes e de doenças ocupacionais. Além de protegerem os funcionários, evitam que a organização sofra com perdas de produtividade causadas pela ocorrência de acidentes.

Cada função dentro da empresa exige um equipamento de proteção individual específico. Por isso, é importante obter conhecimento aprofundado a respeito da equipe de colaboradores, linha de produção e rotina operacional, para implementar a utilização dos EPIs adequados de acordo com cada atividade laboral.

Lembrando, ainda, que oferecê-los em perfeito estado de funcionamento e conservação é uma obrigação da empresa. Jamais exite em trocar EPIs desatualizados ou danificados.

Proporcione capacitação para os trabalhadores

Colaboradores capacitados são fundamentais para o sucesso de qualquer empreendimento, independentemente de qual seja seu porte ou setor de atuação. Afinal, eles são responsáveis pela maioria das atividades em um ambiente de produção.

Capacitar os funcionários adequadamente é mais do que uma forma de garantir bons resultados. É, também, uma importante medida de segurança para a organização como um todo. Os trabalhadores precisam saber manusear suas máquinas e ferramentas de trabalho de forma correta e segura.

Para isso, existem workshops, treinamentos, dinâmicas e outras medidas para reforçar a segurança do trabalho que podem ser implementadas na empresa, sendo todas voltadas para reciclar os conhecimentos da equipe e manter os trabalhadores atualizados em relação às novidades no segmento.

Promova o bem-estar no ambiente de trabalho

Para finalizar, vale ressaltar a importância de um ambiente de trabalho em que o colaborador se sinta bem, principalmente se considerarmos que o trabalho em si já é uma atividade cansativa e, em determinadas ocasiões, pode ser altamente estressante.

Um funcionário que trabalha se sentindo confortável na empresa exerce suas funções com mais eficiência, segurança e qualidade. Por isso, o técnico de segurança do trabalho deve promover o bem-estar no ambiente produtivo.

Agora, que você já conhece os principais riscos ocupacionais no trabalho e como evitá-los, compartilhe este conteúdo com seus amigos e familiares nas redes sociais!