Preservar a saúde e a integridade física do trabalhador deve ser um dos grandes objetivos das empresas. É por isso que cada área da companhia precisa fornecer equipamentos de proteção individual (EPI) específicos para o tipo de trabalho exercido.

Nesse sentido, os EPIs são fundamentais tanto para os empregados das linhas de produção quanto os envolvidos em atividades de médio e alto risco. E, dentre eles, os protetores faciais são uns dos mais importantes para a segurança dos funcionários.

Como esses equipamentos variam de acordo com o segmento, conhecê-los é essencial para que eles sejam utilizados da maneira correta. Pensando nisso, preparamos este material para que você conheça os tipos de protetores faciais mais indicados para cada função. Acompanhe!

Proteção dos olhos e face

Grosso modo, a proteção do rosto e dos olhos é necessária caso o trabalhador corra risco de impactos mecânicos, raios ultravioletas, projeção de partículas, temperaturas elevadas e luminosidade intensa. Esse amparo pode ser conferido por óculos de segurança com lente incolor ou escura, além de máscaras de solda e protetores faciais.

Em indústrias e fábricas, utilizar os óculos é fundamental, principalmente para os funcionários que lidam diretamente com o maquinário, visto que as peças podem lançar partículas contra os olhos, provocando lesões nessas regiões.

Eles também podem ser utilizados em áreas que envolvem trabalho com solda, corte, esmerilhamento, fagulhas, vidro, atividades com madeira, radiação ultravioleta, substâncias químicas, entre outras.

Já os protetores faciais protegem os olhos, boca e face do colaborador, e são comumente empregados em atividades que provocam impactos, surgimento de poeira, respingos químicos e radiações ópticas — como serralherias, madeireiras e setores de alta temperatura.

As máscaras de solda, por exemplo, são voltadas especialmente para trabalhadores envolvidos nessa área, conferindo grande proteção durante a atividade.

Proteção respiratória

Os EPIs dedicados à proteção respiratória servem para evitar que o colaborador sofra qualquer dano ao organismo ou alteração nas suas condições normais de respiração.

A escolha adequada desse equipamento deve ser feita a partir da medição da concentração do agente químico no ar (devendo esta ser menor que a do ar externo), que pode ser inspirado pelo usuário.

No geral, essa proteção serve contra névoas, poeira, gases e materiais e vapores orgânicos. Dentre os EPIs que podem ser utilizados, estão:

  • respirador facial;
  • respiradores descartáveis;
  • respirador purificador semifacial ou de face inteira;
  • máscara autônoma, etc.

Esses instrumentos filtram os contaminantes externos e evitam que eles entrem em contato com as vias aéreas do trabalhador. Por isso são tão importantes para evitar lesões e contaminações nos pulmões, que podem causar danos irreversíveis a esses órgãos — ou até a morte.

Proteção dos ouvidos

Os EPIs dessa área são recomendados para proteger o sistema auditivo do colaborador contra barulhos muito altos e exposição prolongada a ruídos.

Esses protetores auditivos devem sempre ser utilizados quando os ruídos ultrapassam o nível de 85 decibéis. Ainda assim, é importante notar que a partir dos 50 decibéis já existem riscos de danos à audição.

Segmentos como construção civil, indústrias e fábricas, usinas e siderúrgicas, e quaisquer trabalhos que envolvem o uso de furadeiras, britadeiras, contato com máquinas de compressão, escavadeiras, tratores e turbinas precisam do uso desses equipamentos.

Os protetores e abafadores mais utilizados nesses setores são os protetores auditivos de inserção (plug) ou protetores tipo concha.

Proteção da cabeça

Sem dúvida, uma das áreas mais expostas e vulneráveis do trabalhador é a cabeça — que, se atingida, pode sofrer traumatismos e lesões sérias, podendo até levar à sua morte.

Por isso, é essencial protegê-la contra colisões, que podem ser causadas por quedas, impactos mecânicos, perfurações ou projeção de objetos. E os EPI mais recomendados para fornecer essa proteção são os capacetes.

Além de protegerem o crânio, esses equipamentos também fornecem segurança à face, pescoço e ombros do funcionário. Para isso, eles são confeccionados com materiais sintéticos e resistentes a impactos.

Alguns modelos ainda permitem o acoplamento de outros acessórios de segurança, como protetores auditivos e faciais e lanternas.

De toda forma, existem três variações desses equipamentos, e cada uma tem a sua particularidade. Assim, o tipo ideal de capacete deve ser escolhido de acordo com a atividade que o trabalhador exerce.

O primeiro desses modelos é o capacete com aba frontal, muito utilizado de forma geral. Ele tem a finalidade de diminuir os impactos sobre a cabeça de quem o utiliza e proteger o crânio contra choques elétricos.

Por ser bem abrangente, essa variação é bastante utilizada por trabalhadores da construção civil — fundamental para a proteção contra quedas de pedras, tijolos ou madeiras suspensas — e de áreas que envolvem atividades praticadas em altura, como resgate, alpinismo e ambientes florestais.

Já os modelos de capacetes com aba total são normalmente utilizados contra agentes meteorológicos e queimaduras elétricas.

No primeiro caso, eles protegem o rosto das pessoas que trabalham a céu aberto contra chuvas e irradiação solar. No segundo, as abas que rodeiam esses capacetes também impedem que cabos elétricos encostem na face do trabalhador.

Enfim, o terceiro tipo é o capacete com aba frontal e viseira, que protege a face e a cabeça do colaborador. Ele é, especialmente, empregado para trabalhos sujeitos a riscos de explosões, com a decorrente projeção de partículas e chances de queimaduras.

As responsabilidades da empresa e do trabalhador

Finalmente, vale lembrar que o trabalhador que atua em setores de risco tem o direito de utilizar os EPIs necessários para protegê-lo de qualquer possível dano à sua saúde. Logo, cabe à empresa o fornecimento desses equipamentos, que devem estar em perfeito estado de conservação e prontos para o uso.

Se necessário, a companhia deve ainda fornecer instruções para a utilização correta de cada equipamento.

Por outro lado, o colaborador também tem responsabilidades referente aos EPIs. É preciso que ele os utilize adequadamente, comprometendo-se a empregá-los somente para as finalidades que são destinados.

Ao trabalhador também compete o dever de guardar, conservar e higienizar os instrumentos, assim como a obrigação de solicitar a troca de EPI em casos de anormalidade ou dano.

Bom, como vimos, toda boa empresa deve assegurar a saúde física e o bem-estar dos trabalhadores durante o expediente por meio do fornecimento dos protetores faciais. Afinal, além de ser um ato de respeito à lei, essa também é uma atitude de valorização à vida dos trabalhadores.

Então, gostou do nosso conteúdo? Aproveite para entrar em contato conosco e confira nosso fornecimento de EPIs para os mais diversos setores!