Equipamentos de Proteção Individual ou, como também são conhecidos, EPIs, são dispositivos importantíssimos para a preservação da saúde e da segurança do trabalhador em seu ambiente operacional, tendo uma grande variação de modelos e funcionalidades diferentes.

Todo colaborador que precisa utilizar um EPI para realizar as suas funções na empresa deve passar por um treinamento específico para aprender a utilizá-lo, a manuseá-lo corretamente e a preservá-lo de maneira que seu tempo de vida útil seja otimizado e sua eficiência preservada.

Cabe ao técnico de segurança no trabalho proporcionar esse tipo de conhecimento aos colaboradores. Por isso, no artigo de hoje, mostraremos tudo o que você precisa saber sobre os protetores faciais. Afinal, eles são considerados EPIs?

Protetores faciais são considerados EPIs?

Segundo a Norma Regulamentadora Nº 6, todo dispositivo ou produto destinado ao uso individual e utilizado pelo trabalhador com o intuito de protegê-lo de riscos suscetíveis de sua função e ameaças à sua segurança e à saúde no trabalho, é considerado um Equipamento de Proteção Individual (EPI).

Nesse contexto, os protetores faciais se enquadram como EPIs, já que são equipamentos fundamentais para preservar a integridade física e a saúde de trabalhadores que realizam atividades nas quais se sujeitam a:

  • respingos químicos;
  • impactos;
  • poeira, fumaça ou serragem;
  • radiação;
  • luminosidade intensa.

Ou seja, os protetores faciais são utilizados por trabalhadores de diversos segmentos comerciais, como farmacêutico, industrial, saúde, gastronômico, entre outros.

Em quais setores deve-se usar protetores faciais?

Geralmente, o indivíduo que realiza trabalhos em locais como madeireiras e serralherias precisa usar uma viseira de proteção, pois esse é um EPI fundamental para a proteção dos olhos e do rosto.

Além disso, nos segmentos da indústria que trabalham com altas temperaturas, materiais radioativos, produtos químicos, soldagem e eletricidade, os trabalhadores também necessitam de EPIs que protejam os olhos, a boca, a respiração e a face.

Vale ressaltar, ainda, que existem viseiras específicas para proteger contra radiação infravermelha e ultravioleta, respingos de soluções químicas e, até mesmo, luminosidade intensa.

Fábricas que trabalham com esmerilhamento e cortes agudos também devem fornecer esse tipo de EPI para os seus funcionários. Confira agora os principais tipos de protetores faciais.

Proteção dos olhos: óculos de ampla visão

Essenciais para a proteção dos olhos dos trabalhadores que atuam em atividades de risco de acidentes oculares, os óculos de ampla visão são Equipamentos de Proteção Individual altamente recomendados para trabalhos com:

  • solda;
  • vidro;
  • madeira;
  • aço;
  • produtos químicos;
  • materiais biológicos.

E qualquer outro tipo de material que possa atingir os olhos do colaborador e causar danos.

Os óculos de segurança de ampla visão são modelos de EPI de segurança para os olhos que apresentam uma única lente, permitindo uma visão panorâmica ao usuário. São utilizados especialmente para proteger os olhos contra produtos químicos e partículas de poeira em suspensão, já que se encaixam perfeitamente no rosto, vedando-o completamente.

Dentre os principais modelos de óculos de segurança de ampla visão, podemos citar:

Óculos de segurança de ampla visão padrão

É um modelo simples com armação em silicone e elástico, que permite ajustes de acordo com o tamanho da cabeça do usuário.

Óculos de segurança de ampla visão perfurado

Esse modelo tem furos nas partes lateral e superior.

Óculos de segurança de ampla visão com válvulas

As válvulas servem para realizar uma ventilação indireta e facilitar a respiração do usuário.

Proteção respiratória: máscaras e respiradores

Desenvolvidos para proteger o aparelho respiratório e as vias aéreas contra névoas, poeiras, gases, fumaças, materiais biológicos e vapores orgânicos, as máscaras e os respiradores são os EPIs mais adequados para garantir a integridade física e a saúde dos trabalhadores.

Existem diversos modelos de máscaras, que podem ser descartáveis, autônomas, purificadoras semifaciais ou inteiramente faciais (com filtro). São responsáveis pela filtragem de contaminantes externos, evitando que eles entrem em contato com o aparelho respiratório do colaborador.

Portanto, seu uso é imprescindível para evitar lesões e contaminações nos pulmões, o que pode causar danos irreversíveis e, até mesmo, a morte desses órgãos.

Dentre os principais modelos de máscaras e respiradores, podemos citar:

Máscaras de proteção descartáveis

Essas máscaras, como o próprio nome já diz, são descartáveis e servem para proteger o trabalhador contra a inalação de variadas partículas, sejam de baixa concentração de gases, sejam de vapores orgânicos.

Cobrem a boca e o nariz do trabalhador, assim como qualquer outro modelo de respirador, e devem ser ajustadas corretamente para garantir sua eficiência. Após o uso, devem ser descartadas, principalmente se estiverem deformadas ou saturadas.

Por não conterem barreiras filtrantes, não são indicadas para o uso nas áreas de saúde, estética, gastronomia e industrial.

Máscaras de proteção semifaciais reutilizáveis

Esse modelo é responsável pela cobertura da região da boca e do nariz dos trabalhadores.

Compostas por uma peça de borracha, silicone ou outro tipo de elastômetro, essas máscaras fazem a purificação do ar por meio de filtros ou cartuchos específicos para gases, vapores ou partículas, que podem ser acoplados mediante a necessidade de cada situação ou do trabalho a ser realizado.

Máscaras de proteção tipo peça facial inteira

Esses modelos de protetores faciais são mais completos, já que não protegem somente o sistema respiratório, mas toda a região dos olhos e da face do trabalhador. São altamente recomendados para ambientes com grande concentração de contaminantes.

Os modelos de peça inteira podem ser utilizados com o auxílio de filtros para remover:

  • névoas;
  • poeiras;
  • gases e vapores;
  • fumaças tóxicas.

Além disso, essas máscaras são confeccionadas em silicone para se ajustarem melhor ao rosto do usuário e têm visores panorâmicos para ampliar o seu poder de visão, construídos em material plástico rígido e transparente.

Quais são as responsabilidades da empresa e do trabalhador em relação ao uso de EPIs?

No papel de empresa, a responsabilidade dos gestores e dos técnicos de segurança no trabalho são:

  • fornecer os EPIs, gratuitamente e em perfeito estado de conservação e funcionamento, mediante os riscos da função executada por cada trabalhador; 
  • proporcionar treinamento contínuo a respeito do uso correto, guarda e conservação dos Equipamentos de Proteção Individual;
  • higienizar, realizar a manutenção e a substituição periódica dos EPIs.

O trabalhador também tem obrigações com a empresa em relação ao uso dos Equipamentos de Proteção Individual, sendo elas a responsabilidade sobre guardá-los e conservá-los diariamente, além de comunicar os superiores a respeito de qualquer anormalidade identificada nos EPIs.

O trabalhador também deve se preocupar em aprender a utilizar os equipamentos de proteção de maneira adequada, como protetores faciais, de cabeça, corpo, ou à prova de impactos. Afinal, essa é uma atitude de respeito e valorização à vida.

E você? Ainda tem alguma dúvida sobre os protetores faciais? Tem alguma experiência ou dica que queira compartilhar? Então aproveite os comentários para deixar a sua opinião!